Fundo de Tijolo

Fundo de Tijolo

Ter uma casa para chegar cansado e andar descalço, um teto garantido mesmo se todo o resto desmoronar, um lugar para chamar de seu. Muita gente, vai além e até compra mais de uma como investimento para ganhar a renda extra do aluguel.

Vamos para um exemplo: Imagine que você e mais nove amigos decidem se unir para comprar em conjunto um prédio de 20 apartamentos. Cada um contribui com 10% do dinheiro total pra arrematar um pequeno prédio, se tornando sócios. Por contrato, você é dono de uma parte desse grande imóvel que é o prédio todo e não necessariamente do apartamento nº 504 ou do nº 201. Como nenhum dos dez é especialista em manutenção e gestão de prédios, decidem contratar alguém profissional para cuidar de tudo, como o condomínio, IPTU, manutenção, vacância (zelo aos que não estão locados), inquilinos caloteiros, inclusive colocar as plaquinhas de ‘aluga-se’ no portão e acompanhar as visitas de interessados. A ideia é boa, mas dá trabalho. Exige manutenção, reformas, relacionamento com inquilinos, cobrar o pagamento e “sola de sapato” pra encontrar outra pessoa quando vagar, então o grupo de amigos resolve contratar um administrador para ter estes trabalhos.

Se você gosta de tijolo, mas não quer essa trabalheira, uma alternativa de investimento que se consolidou, é o fundo de investimento imobiliário, o FII.

É exatamente isso que um fundo de investimento faz. Compra um ou mais imóveis, faz a administração predial, cobrança, pagamento das despesas e devolve ao investidor (chamado de cotista) o que sobrar do dinheiro a cada mês. Existem fundos de prédios residenciais, hotéis, flats, mas os mais comuns são os comerciais, de lajes corporativas, galpões logísticos, shopping centers, faculdades e agências bancárias.

Já expliquei em outro artigo porque os Fundo de Investimentos Imobiliário (FII) vem conquistando os brasileiros. A rentabilidade das cotas e pagamentos de dividendos são maiores se bem

selecionado o Fundo imobiliário, existem outras vantagens que adiciona, como ótima opção de isenção do imposto de renda, liquidez, diversificação em vários tipos de fundos.

Pela legislação, os fundos devem distribuir, no mínimo, 95% do lucro líquido aos cotistas. Em geral, os retornos são pagos mensalmente.

Uma das maiores vantagens é que como são listados em bolsa, quem quiser vender, pode acessar seu home broker (o “internet banking” do mercado de ações) da sua corretora pelo código que carrega sua cota, exemplo VINO11. Por isso, são considerados ativos mais líquidos do que o imóvel (físico). Outra vantagem que destaco é o IR os rendimentos pagos por fundos imobiliários aos cotistas (como o lucro dos aluguéis) são aplicações (por ora) isentas de Imposto de Renda (IR). Mas, há algumas regras. O FII deve ter, no mínimo, 50 cotistas e ser negociado na bolsa de valores, são os melhores fundos ou os mais líquidos, que geralmente atende essas regras.

Como disse anteriormente, a valorização da cota é equivalente a valorização de uma casa construída e o dividendo é equivalente ao recebimento do aluguel, a grande vantagem do fundo imobiliário, é que não precisa administrar o imóvel, pois tem um gestor para isso, além das vantagens fiscais, se você não é investidor e não entende o mercado busque um consultor, leia mais sobre o assunto, comece por pequenos valores e veja como são inúmeras vantagens.

Adriano Tizzo.

Consultor de Investimentos pela CVM. 

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