A ação do mercado imobiliário mais resistente ao coronavírus está com 40% de desconto

Quando o ano começou, as ações ligadas, direta ou indiretamente, ao mercado imobiliário eram uma das grandes apostas dos analistas. Afinal, os juros em queda, a retomada do emprego e uma aceleração da economia eram os ingredientes ideais para o setor bombar.

A forte queda da bolsa, desde o agravamento da pandemia de coronavírus, evaporou as esperanças. Mas, há quem se salve.

A avaliação é do Santander, que divulgou relatório nesta segunda-feira (23) sobre os papéis do setor imobiliário mais resistentes à pandemia. Assinada por Bruno Mendonça e Ygor Altero, a análise se concentra em empresas que ganham a vida construindo e alugando espaços corporativos.

Feitas as contas, a dupla chegou a uma ação favorita. “Vemos BRPR3 [BR Properties] como o nome menos exposto em nossa cobertura aos possíveis impactos da pandemia do Covid-19”, afirmam os analistas.

Imunidade

“A BR Properties não tem exposição ao fechamento de varejo e shopping centers, mas a ação já caiu mais de 40% no acumulado do ano”, acrescentam. Ou seja, a companhia, que constrói e aluga lajes corporativas para escritórios, está apanhando numa briga que não é sua.

É verdade que outras empresas que têm um modelo semelhante apresentam descontos maiores, mas, o Santander adverte que essas, sim, sofrerão impacto do coronavírus.

São as gestoras de shoppings Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTA3) e BR Malls (BRMl3), com descontos de 42%, 58% e 48%, respectivamente.

Para calcular o valor justo de cada papel, o Santander optou por indicadores pouco usuais no dia a dia dos analistas, como a relação preço/fluxo de caixa ou valor da empresa/ebitda. Isto porque, dada a volatilidade dos últimos tempos, não é possível fazer projeções acuradas.

Por isso, o banco optou por utilizar o NAV (Valor Líquido dos Ativos, na sigla em inglês). Segundo Mendonça e Altero, embora esteja sujeito a variações, o NAV reflete melhor o valor dos ativos no longo prazo.

Veja, a seguir, a conta para cada empresa coberta pelo Santander neste relatório.

Fonte: Moneytimes